domingo, 21 de setembro de 2008

Como analisar a gestão das novas tecnologias e da qualidade?
Bom, isto posto, vamos discutir as vantagens e os problemas da EAD. A educação à distância apresenta várias vantagens. Segundo Paula Tavares Mello (professora de Informática na Educação e de algumas disciplinas de Ciência da Computação em diferentes faculdades), já citada neste espaço, muitas delas se resumem à própria concretização de seus objetivos. E estão relacionadas à abertura, flexibilidade, eficácia, formação permanente e personalizada, e à economia de recursos financeiros. Sendo um modelo aberto de ensino-aprendizagem, a EAD atende a uma população numerosa, ainda que dispersa geograficamente, oferecendo oportunidades de formação adequadas às exigências atuais daqueles que não puderam iniciar ou concluir sua formação anteriormente. Como modelo flexível, elimina os rígidos requisitos de espaço (onde estudar?), de tempo (quando estudar?) e de ritmo (a que velocidade aprender?), comuns no modelo tradicional.
Dessa forma, a educação à distância permite uma eficaz combinação de estudo e trabalho, garantindo a permanência do estudante em seu próprio ambiente profissional, cultural e familiar. O aluno passa a ser sujeito ativo em sua formação e faz com que o processo de aprendizagem se desenvolva no mesmo ambiente em que se trabalha. Assim, consegue-se uma formação teórico-prática ligada à experiência e em contato direto com a atividade profissional que se deseja aperfeiçoar. O ensino se torna sólido, dinâmico e objetivo. Além do mais, é possível conseguir, através dos recursos de multimídia, alta qualidade de formação, já que os alunos podem ter acesso a materiais instrucionais audiovisuais elaborados pelos melhores especialistas em cada assunto.
Os problemas em EAD apontam, principalmente, para os inconvenientes da falta de socialização, da necessidade de conhecimento prévio e da evasão. A falta de socialização refere-se à ausência de comunidades dinâmicas de aprendizagem na Internet, pois praticamente não existem atividades comunitárias e culturais. Mas, no modelo de ensino a distância, a separação física entre alunos e professores é uma característica intrínseca. Perde-se a riqueza da relação educativa, pessoal entre alunos e professor, fazendo com que seja difícil atingir os objetivos no âmbito afetivo e moral, por exemplo. As respostas são mais lentas, mesmo utilizando ferramentas síncronas. A orientação e/ou correção das atividades pedagógicas é mais complexa, o que exige um rigoroso planejamento anterior. É preciso também considerar a exigência do indivíduo ser letrado o suficiente para que possa compreender os textos e utilizar a Rede. Quanto à evasão, é difícil ainda estabelecer parâmetros, pois muitos alunos tendem a abandonar seus estudos mesmo antes de terem começado!
Ficam aqui algumas reflexões para que todos nós possamos pensar em como adotar práticas pedagógicas na Rede e fundar comunidades dinâmicas de aprendizagem. Enfim, como instalar uma nova cultura em nossos ambientes de trabalho para que eles sejam mais humanizados, mesmo utilizando-se novas tecnologias!
Disponível em: http://www.timaster.com.br/revista/colunistas/ler_colunas_emp.asp?cod=253&pag=2

Fonte: http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=37&sid=14

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